Síndrome de Tiques e POC trabalhado on line?

sindrome

 

A técnica de relaxamento muscular progressiva segundo Jacobson tem uma eficácia muito grande em quadros ansiosos e na falta de controlo comportamental.

A síndrome de tiques tal como a perturbação de Tourette e a perturbação Obsessivo-cumpulsiva é uma doença neuropsiquiátrica crónica, cíclica e caracterizada pela presença de tiques musculares e vocais, tendo um início geralmente na infância ou antes dos 18 anos, que causam limitações significativas ao funcionamento social ou ocupacional do paciente.

Quando falamos de tiques referimo-nos a movimentos involuntários do corpos por exemplo piscar de olhos, abalos de cabeça de um lado para o outro, fungar, revirar os olhos, movimentos de espalhar e contrair dedos, mãos e braço, movimentos na barriga, gritos , apitos, assobios ,etc… Ao nível da vocalização podem ser repetições do que ouve ou até palavrões sem se dar conta. Da mesma forma que os movimentos musculares, as vocalizações também são involuntários.

 

A TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL é muito utilizado nos tratamentos de psicoterapia para perturbações que trabalhando os pensamentos e comportamentos poderemos ter uma mudança visível e uma melhoria na qualidade de vida da pessoa.

Quando fazemos uma avaliação psicológica, o próximo passo é devolver os resultados dessa avaliação ao paciente, confrontá-lo com características, dificuldades e potencialidades acerca da sua personalidade e do seu funcionamento cognitivo. O traçar de um plano terapêutico é o passo seguinte, deve ser um plano traçado através de um contrato terapêutico (paciente e terapeuta responsabilizam-se pelo investimento nesse tratamento).

 

O tratamento poderá seguir uma orientação cognitivo-comportamental Apresento de seguida as técnicas comportamentais

A Técnica Cognitivo-comportamental no tratamento da Perturbação obsessivo-compulsiva utiliza intervenções comportamentais como a exposição, a prevenção de respostas ou dos rituais, a modelação, técnicas de auto-monitorização, uso de registos, diários, escalas e técnicas cognitivas de correção de pensamentos e crenças disfuncionais.

Dentro destas técnicas realço a técnica de relaxamento, pois iremos ao encontro das principais queixas apresentadas no caso de tiques faciais ou vocais, movimentos involuntários musculares. Pois o objectivo é dominar estes movimentos.

A técnica de relaxamento muscular progressiva segundo Jacobson tem os seguintes objectivos: controlar a tensão muscular através da experiência conscientemente do estado de tensão e o estado de relaxamento muscular assim como a aplicação e alívio de pressão. Todos os grupos de músculos do corpo, da cabeça aos pés ( daí o progressivo), conscientemente, contraem e relaxam novamente, através da voz calma e melodiosa do terapeuta (daí o induzido). Aprender a respirar é outro objetivo, desta técnica, pois a respiração abdominal tem benefícios anti-stress pois ajuda a relaxar o músculo do diafragma e ter uma respiração mais suave. Combatendo a hiperventilação e controlando as emoções e os pensamentos negativos. Outro objectivo desta técnica é o controlo de imagens mentais, induzidos pelo terapeuta numa fase mais a posteriori.

O relaxamento muscular progressivo pode ser aplicado em qualquer situação, tanto à noite antes de adormecer, durante uma reunião, em situações de medo, situações de teste, no escritório, no comboio, no avião, durante uma breve pausa durante uma longa viagem, e em muitas outras situações. A auto-aprendizagem é possível com a ajuda de livros, cassetes, ou cd´s de relaxamento.

Na psicologia on line também é possível obter uma grande eficácia com esta técnica.

O autor de este artigo é Sónia Moura Sequeira, Psicóloga Clínica e Psicoterapeuta Clinica Médica, membro da equipe do site Therapion.com  – www.therapion.com/pt

 

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Psicologia pela internet: sobre as regras no Brasil

O tratamento psicológico pela internet, não tem pleno reconhecimento do Conselho Federal de Psicologia no Brasil. No momento o CFP, órgão a que no Brasil cabe legalmente regular as atividades profissionais dos psicólogos em todo o território nacional, não está  seguro da validade científica dele. Por eu acreditar na ciência, julgo-me no dever de ajudar, de algum modo, a que se esclareçam os questionamentos sobre o assunto, e se aprimorem as bases científicas da utilização dos novos recursos tecnológicos em atividades de psicoterapia.

Há vários anos, a prática da psicologia clínica levou-me pela primeira vez a uma situação em que me deparei com o problema epistemologicamente limítrofe, e por isso institucionalmente controverso, a cujo exame voto a minha pesquisa de doutorado. Impunham-me as circunstâncias a necessidade de assumir uma posição a respeito, no caso de uma paciente minha. A decisão que tomei beneficiou-a, como eu conjeturara, e foi o início de uma série de experiências clínicas que me alargaram os horizontes de psicoterapeuta, oferecendo-me subsídios com que posso hoje tentar contribuir ao debate sobre as novas fronteiras do atendimento psicológico.

Em 2009 eu tratava a tal paciente, quando a agraciaram com uma bolsa para estudar em universidade do exterior, num curso presencial que ela, com razão, se rejubilou de haver conquistado, e que duraria por dois anos inteiros. Embora como psicóloga me aprouvesse testemunhar-lhe esse importante êxito, não se me afigurava recomendável, no entanto, cessar a psicoterapia por tão largo espaço de tempo ou, o que seria pior, encerrá-la de vez, porque ainda a paciente não superara as grandes dificuldades para as quais viera buscar a minha ajuda profissional.

Deste modo, propus-lhe que, tão logo ela conseguisse instalar-se no estrangeiro, nós déssemos continuação ao tratamento, servindo-nos do recurso da videoconferência, o qual, já então aprimorado pela internet de banda larga, nos possibilitaria realizar facilmente as sessões terapêuticas, mesmo estando cada uma de nós em um país diferente. Aceita a proposta, combinamos o dia, o horário, o valor e a forma de pagamento das consultas, e a terapia continuou, sem interrupção, pelos dois anos do curso. Ao regressar a paciente ao Brasil, em 2011, retomamos a terapia presencial.

O tratamento psicológico à distância não conta ainda com o pleno reconhecimento do Conselho Federal de Psicologia, órgão a que no Brasil cabe legalmente regular as atividades profissionais dos psicólogos em todo o território nacional. O Conselho, no primeiro artigo da sua Resolução Nº 12/2005, reconhece os “serviços psicológicos realizados por meios tecno-lógicos de comunicação à distância”, desde que sejam “pontuais” e “informativos”, e as orientações psicológicas não excedam a “20 encontros ou contatos virtuais, síncronos ou assíncronos”.  O mesmo artigo até aceita “O Atendimento Eventual de clientes em trânsito e/ou de clientes que momentaneamente se encontrem impossibilitados de comparecer ao atendimento presencial”, segundo foi, durante dois anos, o caso daquela minha paciente. Mas o Artigo 2º preceitua aos psicólogos interessados em ministrar com regularidade esse tipo de atendimento que cadastrem nos seus respectivos conselhos regionais a prestação de tais serviços, para o que também os manda informar, entre outras coisas, “o número máximo de sessões permitidas de acordo com esta resolução”.

No Brasil, muitos psicólogos e pacientes querem que se ponha fim a esse estreito limite máximo de vinte seções para o tratamento à distância, porque se persuadem de que, para a saúde mental das pessoas que não têm como se tratar sem socorrer-se deste, é imprescindível não o interrompa uma regra indiferente à necessidade humana impostergável de tais pessoas. Mesmo assim, a legislação brasileira continua proibindo que o atendimento mediado por computador se dilate por períodos mais longos, a não ser para fins de pesquisa.

Passei a trabalhar intensamente com a psicoterapia por videoconferência, e hoje trato numerosos brasileiros residentes no exterior, que ansiavam por quem os atendesse à distância, comunicando-se com eles em português. São pessoas que moram em países os mais diversos, passam por experiências e situações as mais diferentes, e trazem consigo as mais variadas questões íntimas, porém todos esses brasileiros emocionam-se por estarem vivendo a sua psicoterapia na língua do seu torrão natal. Sentem-se como acolhidos de volta à familiaridade da sua terra na língua que os une ao psicólogo, a espelharem na emoção desse reencontro com o português o verso de Fernando Pessoa: “A minha pátria é a língua portuguesa”.

Assim sendo, também procuro dividir com outros psicólogos a minha experiência profissional, a fim de estimular o debate científico. Por esta razão inscrevi-me na 2ª Mostra de Práticas em Psicologia, evento ocorrido em 2012, na cidade de São Paulo, e tanto me surpreendeu quanto me agradou saber que o Conselho Federal de Psicologia, realizador da mostra, aceitara a minha participação, nada obstante as potenciais controvérsias acerca do trabalho que eu ia expor.

Estando, pois, aberta ao atendimento psicoterápico por videoconferência, e segura da validade científica dele, julgo-me no dever de ajudar, de algum modo, a que se esclareçam os questionamentos sobre o assunto, e se aprimorem as bases científicas da utilização dos novos recursos tecnológicos em atividades de psicoterapia.

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O autor de este artigo é  Izaura Vale, Psicóloga Perita, Doutorando em Psicologia, membro da equipe do site Therapion.com – www.therapion.com/pt

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Problemas alimentares e auto estima

Está provado que os problemas alimentares, desde as dificuldades em manter o peso equilibrado até aos distúrbios alimentares estão relacionados com uma baixa auto estima, falta de auto confiança e um sentimento de desamparo.

As perturbações alimentares como a anorexia nervoso, a bulimia ou a obesidade por vezes nascem de relacionamentos problemáticos na família durante a infância, ou mais tarde, aliado ao stress e à angustia que o/a adolescente sofre devido aos padrões “utópicos” impostos pela industria da moda. Muitas vezes ao gerar uma obsessão na procurar do perfeccionismo (metas inatingíveis) gera auto-estima baixa.

Nas crianças de 1ª e 2ª infância, estes problemas alimentares (Recusa alimentar ou obesidade infantil) estão a tornar-se uma constante. Mas sabemos, nós cuidadores, educadores, pais e psicólogos trabalhar para a manutenção de uma auto estima saudável?

Eis aqui alguns elementos que explicam a formação da auto estima:

Na primeira infância o bebe deve percepcionar que é tratado com amor, transmitindo-lhe segurança, as normas e regras comportamentais devem ser transmitidas com firmeza e não com violência; deve-se ensinar a respeitar os outros, reforçando positivamente quando o faz; transmitir à criança que pode sonhar; que lucrará sempre alguma coisa quando se propõe a fazer algo; a criança deve ser chamada à atenção com amor, ao cuidar das doenças ou feridas transmitir sempre uma imagem de normalidade; ajudar a criança a ser independente, dando-lhe autonomia de forma gradual é também um processo importante de transmissão de responsabilidade.

À parte destes elementos, há dois cruciais que ajudar a qualquer ser humano a elevar a auto estima: o sentido de pertença e o sentimento que somos amados.

Todos gostamos e necessitamos de pertencer a uma família, uma comunidade na qual sentimos que nos querem bem e nos respeitam.

Sentir que a criança é amada pela família, cuidando dela, percepcionada pelo seu porto de abrigo com base sólida, e não se desmorona, pelo menos para ela. Por vezes quando não é assim a criança procura o grupo de pares (amigos/as) com quem pode compartilhar os momentos agradáveis. Nestes momentos ao sentir-se bem eleva a auto-estima, pois aumenta o seu auto valor. Caso contrário poderá gerar desequilíbrio emocional e não conseguir organizar-se. Nestes casos a procura de um profissional de saúde da psique é fundamental.

O autor de este artigo é Sónia Moura Sequeira, Psicóloga Clínica e Psicoterapeuta membro da equipe do site Therapion.com

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Psicólogo Online: Dificuldade do relacionamento humano

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Relacionar-se é um processo complexo pela fragilidade humana. Para aquele que se submete à experiência contínua do autoconhecimento já não é fácil; dificuldade aumenta para aqueles que não se conhecem e nem querem.

Relacionar-se é um conjunto de atos não programados, advindos da percepção do outro em cada momento e dos sentimentos tanto alheios como próprios. A dificuldade se amplifica pelas expectativas. Criar expectativa é humano, esperar que o outro tenha uma conduta em relação ao que se quer ou ao que se pensa é natural. – A complicação se forma quando a expectativa se torna em exigência, de maneira consciente ou não. É a situação de se esperar que o outro tenha uma reação e quando tal não ocorre, ressentir-se de tal modo que aconteça restrições com o outro, o culpando ou o penalizando; além disso, a frustração pode gerar impossibilidade de se crer em qualquer um e gasto emocional intenso que incapacite de se realizar as tarefas rotineiras de modo adequado e eficaz.

O embate sem escapatória, que todo ser humano irá enfrentar, por sua fragilidade, é a percepção que a expectativa com relação ao outro necessariamente não irá se efetuar; nem a expectativa com a sua própria existência poderá se concretizar por fatores externos à sua vontade. A conduta humana é imprevisível, soma de emoções, vivências diferenciadas, habilidades, inabilidades, aprendizados sociais variados; não há como prever em detalhes. Para a desestrutura não ser incapacitante, perceber que o outro é um ser diferente, com expectativas e desejos variados, que por vezes se assemelham ao do observador, mas nunca idênticos, auxilia. Ajuda também estar-se ciente de suas próprias capacidades, para se fortalecer e se ter energia suficiente para suportar a frustação.

Para que serve se relacionar, então, já que se caracteriza por desgaste e a meta existencial é a felicidade, o bem estar? Poderia, muito bem, cada um, em isolamento, se aprimorar, num exercício árduo de superação. Impossível. O ser humano se constrói pela influência do outro; se percebe pela reação do outro. Há quem até duvide se a individualidade existe de fato, por acreditar que o homem é um ser eminentemente social. Divergências teóricas à parte, constata-se que não há como viver sozinho, somente em ocasiões muito especiais, como a do ermitão, dentre algumas. E frise-se: até nesses casos, houve um período de relacionamento, o isolamento vindo posteriormente.

Relacionar-se é enriquecer-se de experiências, se se está preparado para compreender as dificuldades advindas do relacionamento. É crescer emocional, existencial e espiritualmente, por aceitar as diferenças e s fragilidades observadas tanto do outro quanto a de si mesmo. É poder ser acolhido quando for apropriado por aqueles que estiverem habilitados e desejosos para tal, nos momentos difíceis; é poder acolher, quando puder e quiser. É compartilhar.

O autor de este artigo é Cláudia de Faria, Psicóloga Clínica do Brasil, membro da equipe do site Therapion.com. Para saber mais - www.therapion.com/pt

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Psicologia Online: Viver a vida dos outros – Facebook

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Visão da percepção da percepção dos utilizadores do Facebook

“Prefiro viver a minha vida mesmo sabendo que não sou prefeito , em vez de a viver pretendendo ser algo que não sou” è uma frase que por vezes lemos e faz-nos pensar por uns instantes…”

Isto a propósito dos últimos estudos de duas universidades alemãs em que apuraram dos utilizadores do Facebook:

- Sentimentos como a Inveja, solidão e angústia são sentidos em cada uma por cada três utilizadores, depois de lerem ou virem fotos dos amigos em situações de Lazer, sendo viagens, festas e diversão nas férias, entre outras.

Habitualmente, a inveja é formada a partir do momento em que as qualidades do outro são comparadas, faltando uma avaliação do meu próprio potencial. Estes sentimentos de grande frustração e de inferioridade são gerados pelo facto de a pessoa não ser capaz de realizar acções minimamente úteis para si e para os outros, consolidando-se assim o complexo de inferioridade relativamente è pessoa invejada.

A comparação que fazemos entre nós e o outro pode ser geral – quando comparamos as qualidades psicológicas, morais, sociais ou espirituais – ou específica – quando comparamos as posses materiais, como a casa, o carro, a roupa, o dinheiro ou o porte físico.

Assim, quem sai mais prejudicado da inveja não são os outros, mas quem inveja. Ela é destrutiva, corrói a auto-estima, destrói o crescimento individual, destruindo a sua auto-aceitação porque não produz mudanças favoráveis ao desenvolvimento do invejoso, enquanto pessoa. Contaminado pelo ódio, o invejoso aproveita-se da projecção, tornando más as pessoas que são boas e, por não conseguir obter o que o invejado consegue, faz com que as qualidades do indivíduo invejado fiquem escondidas, por não as querer perceber perante os outros, numa tentativa de raiva e tristeza por tudo o que ele tem e conquista.

Frustrado, e por negar os próprios sentimentos negativos que há dentro de si, o invejoso coloca todo o tipo de sentimentos maus naquele que é o objecto da sua inveja. Posto isto, e sendo o efeito mais devastador da inveja, ela é o factor de bloqueio de qualquer potencial criativo. Daí e a meu ver…os comentários como resposta deste estado de espírito de alguns utilizadores do Facebook com baixa auto-estima e pouca criatividade serem tão rotineiros e caricatos.

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O autor de este artigo é Sónia Moura Sequeira, Psicóloga Clínica e Psicoterapeuta membro da equipe do site Therapion.com – www.therapion.com/pt

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